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Pesquisa realizada pela Mosaic revela ganhos expressivos de produtividade no campo com o uso de alta tecnologia

 
Projeto aplicado em cultura de milho safrinha revela resultados superiores à média nacional

São Paulo, 7 de maio de 2015 – Um estudo desenvolvido pela Mosaic, maior produtora global de fosfatados e potássio combinados, em parceria com outras duas organizações, aponta que o uso de algumas tecnologias em conjunto pode elevar significativamente a produtividade agrícola. O projeto de pesquisa, conduzido no Centro-Oeste do Brasil durante três ano, concluiu que o uso de tecnologias, como alta população de plantas, fertilizantes de alta tecnologia, fungicida e plantas resistentes ao ataque de pragas por meio de modificação genética, aumentou a produtividade do milho safrinha em 20,8 sacas por hectare (sc/h), alcançando 151,7 sc/h na área de alta tecnologia.

A pesquisa teve como objetivo avaliar o impacto de quatro fatores que contribuem para elevar a produtividade das culturas – fertilizantes, fungicidas, genéticas resistentes ao ataque de pragas e aumento na população de plantas – no resultado final da colheita do milho safrinha. A conclusão apontou resultados expressivos, acima da média de produção nacional, quando aplicada a combinação de todos os fatores de rendimento. Na região do cerrado, o milho safrinha tem produtividade média de 90 a 100 sc/h, já na área de pesquisa de alta tecnologia, a produtividade atingiu 151,7 sc/h.

Neste experimento, conduzido por três safras de milho safrinha em Sapezal, no Mato Grosso, a área que recebeu o tratamento utilizando a tecnologia praticada na região, produziu no terceiro ano da pesquisa 130,9 sacas/ha. Já a área que teve seu índice de produtividade impactado pelos componentes mencionados anteriormente obteve uma produtividade de mais de 151 sacas de milho por hectare. Este número supera até mesmo a média americana que é de 129 sacas/ha.

O uso de fertilizantes de alta tecnologia, com maior eficiência, foi o item que mais influenciou a produtividade do milho safrinha. Somente o uso desse fator elevou a produtividade em 18,3 sacas de milho por hectare comparado ao tratamento convencional, mesmo com a mesma dose de nutrientes em ambos tratamentos. Isso, considerando que o milho safrinha recebe menor investimento, menor nutrição e é cultivado em uma época menos favorável para a cultura, já que grande parte do seu ciclo de desenvolvimento ocorre durante o período de seca no cerrado.

“O fertilizante é um componente fundamental para a produtividade. Se utilizado de forma adequada e da fonte correta, traz um impacto realmente expressivo no desenvolvimento de culturas, podendo representar até 60% da produtividade da lavoura em regiões subtropicais, mas até 90% em solos tropicais, como os de cerrado. A oferta de novas tecnologias de fertilizantes tem ajudado cada vez mais os produtores, que agora podem encontrar produtos com altas concentrações de nutrientes, garantindo facilidade de manejo e maior rentabilidade, afirma Silvano Abreu, agrônomo especialista da Mosaic.

Durante a pesquisa, que teve duração de três anos, os componentes foram avaliados tanto de forma isolada quanto associados, permitindo estimar o efeito isolado de cada fator e também a falta de cada um deles num pacote de alta tecnologia. O projeto foi desenvolvido para atestar a efetividade da alta tecnologia no campo e identificar a contribuição de cada um desses fatores para a produtividade. Dessa forma, além da maior contribuição do fertilizante de maior eficiência, também foi possível verificar que a falta de fungicida no sistema produtivo contribuiu para a diminuição da produtividade.

“No caso desta pesquisa com milho safrinha, a área que passou pela aplicação de todos os componentes também teve desenvolvimento diferenciado em relação a de baixa tecnologia desde o início do desenvolvimento da lavoura. A planta, por exemplo, apresentou maior largura foliar e maior concentração de clorofila. As plantas ficaram mais altas, com colmo mais grosso e com aspecto mais sadio, quando comparadas às do tratamento de baixa tecnologia. Isso reflete na capacidade da planta de fotossintetizar, em sua sanidade e potencial produtivo”, complementa Abreu.